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Dos Jogos às Atividades Interativas para Mobile-Learning

Projeto

O Projeto “Dos Jogos às atividades interativas para mobile-learning” foi iniciado em dezembro de 2012 na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, sob a coordenação da Professora Doutora Ana Amélia Carvalho.

O projeto tem a duração de 3 anos e foi apoiado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), no âmbito do COMPETE - Programa Operacional Factores de Competitividade e por fundos nacionais, através da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia com um investimento elegível de 67 mil euros, correspondendo a um incentivo FEDER de aproximadamente 57 mil euros.

Equipa

A equipa é constituída por professores e investigadores de quatro níveis de ensino (um do 2º Ciclo do Ensino Básico (CEB), dois do 3º CEB, dois do Ensino Secundário e dois do Ensino Superior) e atualmente por dois Bolseiros de investigação (sendo um de Ciências da Educação e outro de Engenharia Informática).

Atividades do projeto

O projeto foi delineado tendo subjacente 3 questões de investigação:

  1. Que tipos de jogos preferem os nossos alunos?,
  2. Que princípios de aprendizagem estão integrados nos jogos preferidos? e
  3. Que princípios de aprendizagem se podem aplicar em atividades interativas para dispositivos móveis?

O projeto desenvolve-se ao longo de sete fases, estando em curso a quinta, nomeadamente:

Identificação dos jogos para dispositivos móveis preferidos dos alunos (do 2º CEB ao Ensino Superior), através da técnica de inquérito;

Análise desses jogos;

Identificação dos princípios de aprendizagem subjacentes aos jogos;

Conceção de quatro atividades interativas, uma por nível de escolaridade;

Implementação das atividades interativas e avaliação da sua usabilidade.

As fases seguintes incluem a avaliação das atividades interativas desenvolvidas em contexto educativo e, por fim, as recomendações para construir atividades interativas para dispositivos móveis.

Com base nos dados recolhidos, foram concebidas quatro atividades interativas para dispositivos móveis, uma por nível de ensino dos membros da equipa, com base nos princípios de aprendizagem subjacentes aos jogos preferidos dos alunos. Atualmente estão a ser programadas para sistema Android. As atividades interativas em curso para dispositivos móveis são jogos, na modalidade de serious games para os 4 níveis de ensino supra mencionados.

Para o 2º Ciclo do Ensino Básico está, em fase final, um jogo no âmbito da disciplina de História, 1910 - A implantação da República, onde pretendemos que os alunos desempenhem o papel de um jornalista que vai vivenciando os acontecimentos desde 1890 até 1917.

Para o 3º Ciclo do Ensino Básico está, em fase final,  um jogo no âmbito da disciplina de Matemática, Tempoly, que pretende propiciar um ambiente estimulante para a resolução de polinómios.

Para o Ensino Secundário está em desenvolvimento uma aplicação interativa que auxilie a compreensão da obra de Eça de Queirós, “Os Maias” no âmbito da disciplina de Português. No Ensino Superior a temática abordada é O Homem:  ser comunicante.

Nos dados recolhidos, verificámos, como principais diferenças, que para os respondentes do Ensino Superior a preferência dos alunos recai sobre jogos rápidos de tipo puzzle, no Ensino Secundário sobre jogos que envolvam interação com outros jogadores, já nos 2º e 3º ciclos do ensino básico incide sobre jogos que porporcionam ao aluno realizar tarefas que na vida real ainda não lhe são permitidas.

Informações e notícias do projeto

No âmbito do projeto está disponível uma página online http://jml.fpce.uc.pt/ onde poderão encontrar informações e as publicações realizadas. Existe também disponível um grupo no Facebook https://www.facebook.com/GameMobileLearning onde são divulgadas notícias sobre o projeto e outras consideradas importantes para a temática.

Testemunho

Segundo a Professora Doutora Ana Amélia Carvalho, a coordenadora responsável, "este projeto só foi possível com o apoio do COMPETE, possibilitando a criação de jogos educativos e o reconhecimento do trabalho desenvolvido".

11/05/2015 , Por Célia Pinto