Strawberry+: Novas abordagens para impulsionar a qualidade do morango desde o campo até à indústria

1.    Síntese

A Frulact é uma empresa industrial que tem uma política sustentada de investimento em investigação, desenvolvimento tecnológico e inovação (IDI). A empresa apresenta uma forte atitude de internacionalização, desenvolvendo produtos inovadores quer no plano nacional, quer no plano internacional. 

O morango (Fragaria ananassa Duch) é o fruto de eleição da indústria de preparados de fruta, sendo que na Frulact este representa mais de 40% da qualidade total dos frutos adquiridos. Atendendo à enorme competitividade na indústria agroalimentar, este setor tem de estar constantemente a ir de encontro as expetativas de um consumidor cada vez mais exigente ao nível de aditivos utilizados, do impacto ambiental da produção de matérias-primas e dos processos e ávido por experimentar novos produtos.  Como tal, é fundamental perceber se é possível aumentar a qualidade intrínseca da matéria-prima e diminuir a sua contaminação durante o período de produção e pós-colheita, assim como apostar em produtos inovadores. 

Surge assim o projeto “Strawberry +”, apoiado pelo COMPETE 2020, que tem como objetivo geral aumentar a aptidão do morango para uma transformação tecnológica com menos aditivos (i.e. produção de morango industrial premium com maior firmeza, teor de sólidos solúveis, cor, menor carga microbiológica e menos resíduos químicos) e reduzir o seu desperdício pós colheita. 

 

2.    Apoio do COMPETE 2020

O projeto “Strawberry +: novas abordagens para impulsionar a qualidade do morango desde o campo até à industria” é cofinanciado pelo COMPETE 2020 (Programa Operacional Competitividade e Internacionalização) no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, na vertente de co-promoção, com um investimento elegível de 435 mil euros, correspondendo a um incentivo FEDER de 288 mil euros.

A Frulact é a promotora líder do projeto, incluindo o consórcio completo a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP).

Para a responsável de Investigação & Tecnologia do grupo Frulact, Engª. Cândida Miranda, “o COMPETE 2020 permitirá  ao consórcio fazer um trabalho de investigação com maior suporte cientifico, uma vez que facilita o acesso a recursos humanos e físicos específicos e dedicados em exclusivo ao projeto. É o caso, por exemplo, de uma estufa para produção de plantas de morango e um sistema de fertirrega, em dedicação exclusiva ao projeto. ”

 

3.    Objetivos

A aptidão do morango para a transformação tecnológica, de forma a utilizar no processamento menos ingredientes, aditivos e auxiliares tecnológicos, aproximando a fruta processada do seu estado principal, com menos desperdício pós-colheita e maior eficiência do corte e desinfeção, é o objetivo final deste projeto.

Como objetivos específicos destaca-se otimizar a qualidade do morango:

> Ao nível da pré-colheita: aplicação de bioestimulantes (doses, frequências, épocas de aplicação ideais, aplicação de cálcio e de reguladores de crescimento); comparação entre diferentes cultivares, análise comparativa do sistema de produção hidropónico vs. solo (físico-química, nutricional, organolética e microbiológica) 

> Ao nível de pós-colheita: melhoria da tecnologia de desinfeção, remoção de cálice, redução de tempos de operação e impactos negativos como perda de água e firmeza, suscetibilidade a podridões e danos físicos, formas (diferenciação) e perceção de pedaços (integridade), sabor, cor e perfil nutricional.

O apoio dado pelo COMPETE 2020 e o envolvimento do SCTN (Sistema Cientifico e Tecnológico Nacional - através da FCUP e da ESBUCP – é fundamental na medida em que permite à Frulact o desenvolvimento de projetos de investigação tecnológica de longa duração de uma forma sustentada.

 

4. Links úteis

> Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) 

> Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP) 

01/03/2017 , Por Cátia Silva Pinto
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