“Com um forte enfoque na I&D, o grupo Polopique acompanha e antecipa tendências de mercado”

O Grupo Polopique adota um modelo de negócios ancorado numa filosofia de integração vertical traduzida em atividades que vão da fiação à tecelagem e tricotagem, tinturaria e confeção de vestuário de acordo com requisitos exigentes de mercados de exportação que constituem o destino de 97% da sua produção”, palavras do presidente do COMPETE 2020 aquando da visita ao grupo Polopique, em 2015, no âmbito da iniciativa COMPETE 2020: ao lado de quem cria valor. Rui Vinhas da Silva salienta “com um forte enfoque na I&D, o grupo Polopique acompanha e antecipa tendências de mercado e reflete-as em produtos manufaturados com o estado da arte da tecnologia disponível no setor.” 

 

Breve histórico da empresa

O Grupo Polopique é hoje uma das poucas, senão únicas, unidades têxteis com integração vertical. Isto é, que assume o controlo de todas as fases do seu ciclo produtivo, desde a fiação à tecelagem e tricotagem, tinturaria e ultimação dos tecidos e até à confeção de peças de vestuário, que obedecem às tendências da inovação edesign, seguindo as sugestões do seu departamento de investigação e desenvolvimento. 

Para chegar a este ponto, a Polopique, criada em 1996, abandonou o hábito inicial de recorrer à subcontratação da produção e passou a criar ou a adquirir empresas que produzissem o que necessitava: ao comércio de têxteis inicial juntou, em 2003, uma empresa de acabamentos de tecidos, depois duas fiações e a tecelagem/tricotagem e, em 2013, a confeção e uma unidade de produção de energia (cogeração). 

A par desta escalada vertical, a Polopique foi também investindo em tecnologia, o que levou à otimização dos processos de produção, à melhoria da qualidade dos produtos e à eficiência produtiva. 

A Polopique exporta quase toda a sua produção (97%) e conta no seu portfólio de clientes com empresas como a Inditex (dona da Zara), de que é uma das principais fornecedoras. Mas os seus produtos encontram-se em lojas por todo.

 

Iniciativa COMPETE 2020: ao lado de quem cria valor

O presidente do COMPETE 2020, Rui Vinhas da Silva, iniciou a 18 de novembro de 2015 uma visita de 2 dias a empresas do setor do vestuário, confeção e moda.

Um setor exportador na sua natureza que conheceu um crescimento de 9,5% em 2014 no volume de exportações, (dados da ANIVEC). De 2009 a 2014, estes sectores aumentaram as vendas nos mercados externos em 29%.

No contexto do setor têxtil, em 2014, as exportações de vestuário e confeção representaram 60,2% do total exportado, e contribuíram para a balança comercial com um saldo positivo de 967 milhões de euros. Esta visita integra-se num conjunto alargado de visitas aos sectores exportadores da economia nacional. Ao identificar o conjunto de fatores críticos do crescimento económico por via das exportações, atuando de forma consistente e sistemática nesta variável seguindo um modelo de agregação de valor a bens transacionáveis, fortemente incorporadores de inovação, conhecimento aplicado e marketing, elencando o que é necessário fazer para remover obstáculos estruturais e comportamentais ao IDE, será possível criar condições de crescimento económico sustentado em Portugal por via da competitividade e das exportações, o que concretiza o grande objetivo do programa COMPETE 2020.

Do programa da visita fizeram parte um conjunto de empresas do setor com diferentes posicionamentos mostrando a riqueza do mesmo e a forte dinâmica que as empresas nacionais têm assumido nos últimos anos, designadamente: Salsa (Irmãos Vila Nova, S.A.), Calvelex, Laranjinha (Hall&CA), Petratex, Fiorima, Damel, P&R Têxteis, S.A., Grupo Polopique.

Para Rui Vinhas da Silva, presidente do COMPETE 2020, a visita que realizou a algumas das empresas do setor no âmbito da iniciativa “COMPETE 2020: ao lado de quem cria valor”, mostrou que um setor que atravessou graves problemas com  a abertura do mercado europeu à China e a crise de 2008, soube reinventar-se adquirindo vantagens competitivas sustentadas para as empresas, ancoradas em diferenciação tangível (processos e produtos sofisticados) e intangível (marcas de produto e de empresa) construindo dessa forma a marca-país e melhorando a competitividade da economia portuguesa.

 

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08/03/2016 , Por COMPETE 2020
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