Neya Porto Hotel

A Sociedade NEYA, Empreendimentos Hoteleiros e Turísticos Lda., pretende, com este projeto, implantar uma unidade hoteleira de quatro estrelas, numa parte do terreno do antigo Convento da Madre de Deus de Monchique, localizado na Rua de Monchique, n.ºs 30, 39 a 41, freguesia de Miragaia, cidade do Porto. O empreendimento será dotado de 120 Quartos (108 quartos duplos e 12 suites); Restaurante (132 lugares); Bar (62 lugares); Sky Bar (30 lugares); Salas de Reuniões (115 lugares); Equipamentos de apoio, tais como: business centre; ginásio; espaço infantil; piscina; jacuzzi; spa com sauna, banho turco, salas de tratamento e sala de relaxamento.

A área total de construção é de 11.077 m2, a área bruta de construção ascende aos 8.694 m2.

O investimento projetado no local vai permitir a recuperação de uma parte da cidade em visível estado de degradação, promover a atividade turística e outras complementares, na zona ribeirinha do Porto. Os mais de 80 metros de frente de rio, tornam o projeto único, na zona de proteção classificada como Centro Histórico e Património Mundial.

O Convento de Monchique, construído no século XVI, está situado perto da Alfandega, na zona da Ribeira junto ao rio Douro. Um cenário vivo entre o passado e o presente, que se distingue pela exuberante arquitetura barroca das igrejas e dos conventos, em contraste com o edifícios e pontes do séc. XIX.

A recuperação e revitalização desta zona histórica do Porto foi de grande importância, pois surge com a candidatura desta parte da cidade à Unesco, que a classificou como Património Mundial da Humanidade em 1991, passando assim a ser a zona da cidade mais atrativa e emblemática para o turismo.

Criar um conceito que vai permitir a concretização do projeto, em linhas, formas, materiais, entendimento e simbologias, para o futuro hotel, localizado em parte, no Convento de Monchique, e parte, nos antigos armazéns industriais, terá como ponto de partida os seguintes elementos: História do local e do edifício; Materiais utilizados nas várias épocas; Conforto; Qualidade; Sustentabilidade; e Tecnologia.

Todos estes pontos serão de grande importância para a construção do conceito, ou seja para a introdução e descrição da ideia a seguir, e para a concretização dos objetivos do projeto. A adequação à topografia, a naturalidade do uso dos telhados, o controlo da luz, o rigor das formas e a materialidade fazem parte da estrutura da arquitetura portuguesa. Será este o ponto de partida para o projeto que se pretende original numa cidade cuja importância da arquitetura é evidente, onde a singularidade está na evidência que é transformada em algo de sublime. Com base neste contexto e com um critério envolvente definido: passado conventual e passado industrial no presente urbano. Como forte aliado o rio Douro, aqui com enorme influência visual e sentimental, quer na paisagem quer na própria história e sua importância, pela forma como envolve, de imediato, o visitante. Sendo uma presença constante e fazendo por si parte deste magnifico cenário, está assim aberto o desafio para a grande viagem no tempo dentro deste espaço hotel.

Ao contrário do tema, importa desenvolver o conceito no seu verdadeiro sentido: Conceito/Essência, que evolui sem passar de moda e se altera sem ser alterado. O promotor pretende criar um Refúgio para descansar, para criar um corte no mundo urbano agitado da cidade, para se usufruir ao máximo de um espaço com história, com conhecimento, numa perspetiva cultural, com identidade própria e ao mesmo tempo que nos transporta para longe, num lugar calmo e sem barulho, com espaços exteriores relaxantes, espaços bem definidos, com zonas de descanso ou simplesmente de trabalho, tirando partido da belíssima vista sobre o Douro, com toda a qualidade, comodidade e conforto disponível. Estamos assim perante uma nova e revolucionária era no conceito da hotelaria urbana.

Paralelamente, há necessidade de refletir sobre tudo o que se tem feito, para descobrir novos caminhos, novos conceitos, novas necessidades. Com isto, o objetivo do promotor é tentar responder às necessidades do presente não comprometendo o futuro, devendo ser um projeto ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável, mantendo vivas as memórias do passado mas adaptando-as às necessidades do futuro.

Decorre do exposto que nasce aqui um novo conceito: THE URBAN REFUGE. Com o tema História passado e presente do edifício e do local, mas aliado à ideia de Urban Refuge, estabelecendo desde logo uma barreira entre o que fica fora de portas e o que se vive intramuros. Criar um espaço único, que ao longo de todo o percurso interior, dividido nas várias zonas já existentes e por isso já bem definidas pelos vestígios arquitetónicos mantidos em equilíbrio com a nova arquitetura do edifício, vai transportar o hóspede às memórias do passado CONVENTUAL, com base no Convento de Monchique, e depois o passado INDUSTRIAL, com base nos armazéns já da época industrial, ou seja para a própria história da cidade, que depois se fundem com o presente URBANO. O projeto terá assim bem definido o URBAN REFUGE, um novo conceito num ambiente diferenciado na cidade do Porto.

 

O Apoio do COMPETE 2020

O projeto conta com o apoio do COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação, envolvendo um investimento elegível de 11 milhões euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 6,6 milhões de euros.

09/07/2018 , Por Miguel Freitas
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