Casas inteligentes: Bosch e Universidade de Aveiro apostam em soluções inovadoras e eficientes

No âmbito do projeto Smart Green Home, cofinanciado pelo COMPETE 2020, será feita uma investigação integrada em conectividade, energias renováveis, eficiência energética, reciclagem e materiais inteligentes para soluções disruptivas em residências sustentáveis com o máximo conforto e segurança.

 

Síntese

Tem-se assistido a uma crescente consciencialização para a alarmante escassez de recursos associada ao aumento acentuado de consumo de energia, bem como aos problemas a eles inerentes, provocando efeitos nefastos para o meio ambiente e mesmo para a sociedade. Assim, têm sido identificadas alterações profundas nos padrões comportamentais da sociedade, resultando em novas tendências de consumo e ofertas de mercado. 

É para dar resposta a estas questões que o projeto Smart Green Home foi criado, visando o desenvolvimento de soluções inovadoras para ambiente doméstico, com uma perceção de conforto melhorada, associada a uma maior sustentabilidade e menor impacto ambiental. 

Apoiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT, na vertente de co-promoção, o projeto Smart Green Home envolveu um investimento elegível de cerca de 18,8 milhões de euros, correspondendo a um incentivo FEDER de cerca de 11, 7 milhões de euros.

Em declarações ao COMPETE 2020, Sérgio Salústio, Vice-Presidente Sénior de Engenharia de Produto da Bosch Termotecnologia sintetiza a a importância do apoio do COMPETE 2020 e da cooperação exemplar com a Universidade de Aveiro, envolvendo investigadores nas áreas de TICE, Energia, Ambiente e Materiais que desenvolverão investigação multidisciplinar visando o desenvolvimento de produtos inovadores.

Para Sérgio Salústio, Vice-Presidente Sénior de Engenharia de Produto da Bosch Termotecnologia, “o incentivo COMPETE 2020 ao nosso projeto Smart Green Home assume particular relevância no futuro da Bosch Termortecnologia em Portugal, consolidando o nosso papel como centro de competências mundial da Bosch para soluções de aquecimento." 

"Desde logo porque está desenhado para promover a cooperação com as Instituições científicas locais, no caso a Universidade de Aveiro, com a qual elaboramos este projeto em consórcio. A ambição que colocámos nos resultados a atingir e o grau de inovação necessário, representa um elevado nível de risco que não teria sido possível assumir pela empresa de forma isolada. Este incentivo permitiu-nos desenhar um programa de desenvolvimento de produto mais abrangente, abordando novas tecnologias que permitirão a introdução de novos tipos de produto, com claro impacto no crescimento da nossa operação produtiva em Portugal.

O resultado prático mais visível, enquanto ainda estamos no início do projeto, é a triplicação da nossa força de ID, que conta já com cerca de 200 especialistas em diversas área de Engenharia e uma colaboração intensiva de longo prazo com uma equipa da Universidade de Aveiro de dimensão equivalente, de onde começam a sair os esboços dos novos conceitos que queremos produzir no futuro.

Por isso, reiteramos a nossa satisfação pela confiança depositada neste consórcio através da atribuição do incentivo COMPETE 2020 ao Projeto Smart Green Home, reforçando a motivação em fazer com que a Bosch Termotecnologia em Portugal seja cada vez mais uma grande referência tecnológica em toda a Bosch”. 

 

O projeto Smart Green Home irá centrar-se em 6 linhas de I&D de produtos e serviços, sendo elas focadas em: 

  1. bombas de calor & sistemas de condicionamento e tratamento de ar; 
  2. aquecimento por combustão de gás; 
  3. aquecimento elétrico; 
  4. tratamento de água; 
  5. interface e comunicação para equipamentos de conforto; 
  6. e controlo integrado de sistemas residenciais. 

 

Estratégia de I&I para uma Especialização Inteligente

O projeto Smart Green Home está alinhado com os objetivos estruturantes da Estratégia de I&I para uma especialização inteligente, nomeadamente: 

  1. A promoção do potencial da base de conhecimentos científicos e tecnológicos. 
  2. O fomento da cooperação entre as instituições de I&D públicas e privadas e entre empresas, com o reforço da política de clusterização e a promoção da transferência e circulação do conhecimento, para melhoria do nível de intensidade tecnológica e de conhecimento dos bens e serviços produzidos.
  3. A aposta em bens e serviços transacionáveis e com valor acrescentado, bem como a internacionalização das empresas e a diversificação de mercados. 
  4. O fomento do empreendedorismo, promovendo a criação do emprego e a qualificação de recursos humanos. 
  5. A transição para uma economia de baixo teor de carbono.

 

Links úteis

Bosch e UA na vanguarda do desenvolvimento de soluções para as casas inteligentes 

Website da Bosch Termotecnologia

Website da Universidade de Aveiro

Website do Polo de Competitividade e Tecnologia das TICE 

20/06/2017 , Por Cátia Silva Pinto
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